Junho 22, 2007 por celasantana
e lá vou eu, intensa que sou, caminhando esses últimos passos quase sem fôlego. algumas ruas foram esburacadas, outras nem tanto. e lá fui eu me apoiando aqui e ali, correndo pelas calçadas, encontrando padres e putas, gente de toda sorte. o grande problema é que chegou uma hora que nao tinha mais pra onde andar, e estava eu como que no leito de um rio. no reflexo não estava mais aquela que começou a caminhada saltitante em um vestido florido. milhões de mascaras dançavam na minha frente, como em um baile veneziano. tinha mascara dourada, prateada, rosa, verde, preta, branca, de todo tipo. e a menina não se reconhecia mais.
lavei-me, de corpo inteiro, e fui embora, deixando as máscaras para trás. talvez um bobo qualquer as recolha e guarde em uma caixinha de recordações.
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Junho 15, 2007 por celasantana
Uma poesia ártica,
claro, é isso que eu desejo.
Uma prática pálida,
três versos de gelo.
Uma frase-superfície
onde vida-frase alguma
não seja mais possível.
Frase, não, Nenhuma.
Uma lira nula,
reduzida ao puro mínimo,
um piscar do espírito,
a única coisa única.
Mas falo. E, ao falar, provoco
nuvens de equívocos
(ou enxame de monólogos?)
Sim, inverno, estamos vivos.
(Leminski)
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Junho 12, 2007 por celasantana
e um dia um certo poeta disse que o amor não acaba, é matéria prima que se transforma em raiva ou em rima. e hoje me sinto ao lado dele como poesia e música, não só rima. sem a pretensão de ser algo, só com a certeza de ser belo.
e ainda que os medrosos reclamem da intensidade com a qual levo a vida, continuo assim a amar e doer, pois sem os medos e amores intensos passaria a vida sentada no banco. sinto muito mas prefiro ser a cadela que faz xixi no poste do que ser a velhinha que assiste a cena sentada no banquinho da praça.
felicidade é um bem natural.
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Junho 11, 2007 por celasantana
música definitivamente faz bem pra alma.
fazia muito tempo que eu não sentia algo assim. um coisa que sai vomitada da alma pra fora, na forma de sorriso sincero e cheio de dentes. uma felicidade que tem tom, nota, vibração.
felicidade, foi exatamente o que senti essa noite.
meu corpo vibrava com a instensidade daquilo, eram zilhões de sentimentos ao mesmo tempo, sendo acionados por zilhoes de notas, de sons, de acordes…
intensidade, eu e a música, juntos.
a situação era o show de yamandu costa, o dia: ontem, 10 de junho de 2007 horário: às 11h da noite. e foi ali que o meu sorriso achou de novo o caminho da dona e voltou com uma sinceridade absurda.
serei feliz, bem feliz.
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Junho 6, 2007 por celasantana
e hoje que acordei a sentir meus cabelos, meus olhos, meu rosto, a me sentir parte de mim. hoje acordei que sentia em mim o queimor do sol das sete da manhã, acordei com o cheiro de café quentinho e pão com queijo frito. hoje acordei minha. toda minha.
e ao lembrar do gosto bom que tem isso tudo, viciei. não quero mais sentir o gosto fraco da falta do doce, do cheiro e do amargo.
[a canção da vida]
A vida é louca
a vida é uma sarabanda
é um corrupio…
A vida múltipla dá-se as mãos como um bando
de raparigas em flor
e está cantando
em torno a ti:
Como eu sou bela
amor!
Entra em mim, como em uma tela
de Renoir
enquanto é primavera,
enquanto o mundo
não poluir
o azul do ar!
Não vás ficar
não vás ficar
aí…
como um salso chorando
na beira do rio…
(Como a vida é bela!Como a vida é louca!)
ah, pra não esquecer: essa poesia é de mário quintana ok?
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Junho 5, 2007 por celasantana
sempre me recomendam ficar calada, ouvir,
aí e vou e faço outro blog.
ô teimosia.
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Junho 4, 2007 por celasantana
sério mesmo, deveria exisitir uma lei onde dissesse que dias chuvosos e nebulosos estariam terminantemente reservados para comer chocolate, ver filmes, amorar, ler um livro, ah, e pra eventuais dores de cotovelo, é claro!
trabalhar e estudar dia de chuva é a coisa mais chata do universo. primeiro: se a gente sai lindíssima de casa, de calça jeans, voltamos com metade da calça molhada, cabelos desgrenhados e cara de cachorro molhado. Ah, beleza, se botamos uma saia, voltamos com a canela cheeeeia de respingo de lama, a saia branca, vira marrom. e o tênis, o tênis fica encharcado e a meia molhada. sandália? é, meu pé merece um fungo =)
fora os aspectos não-estéticos nao é? voce sai, parece que tá todo mundo com aquela cara de cu, ninguem tem a minima paciencia de lhe dar informação, ser gentil, e coisas do tipo. (-saí de casa hj a pulso, e essa menina vem me irritar?tenha santa paciencia!!) do cobrador do ônibus, à mulher da coxinha, todos putos da vida e sem a minima empolgação! não os culpo, é tudo culpa da danada da chuva!!! =p
eu até gosto da chuva, principalmente quando sou eu a protagonista daquelas visões românticas e felizes na chuva. hehahahahahaeh mas peloamordedeus EU NÃO QUERO SAIR DE CASAAAA!!!! alguém adere à minha greve? hoje eu decidi: tomarei um enorme banho de chuva com direito a ensopar minha roupa e pegar uma gripe, aí pelo menos vejo se nos próximos dias fico de licença! há!
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Maio 30, 2007 por celasantana
e eu que não aguento mais. cansei.
vai logo, vai.
“Passa tempo, tic-tac
Tic-tac, passa hora
Chega logo, tic-tac
Tic-tac, vai-te embora
Passa, tempo
Bem depressa
Não atrasa
Não demora”
(trecho de O relógio – Vinicius de Moraes)
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