Uma poesia ártica,
claro, é isso que eu desejo.
Uma prática pálida,
três versos de gelo.
Uma frase-superfície
onde vida-frase alguma
não seja mais possível.
Frase, não, Nenhuma.
Uma lira nula,
reduzida ao puro mínimo,
um piscar do espírito,
a única coisa única.
Mas falo. E, ao falar, provoco
nuvens de equívocos
(ou enxame de monólogos?)
Sim, inverno, estamos vivos.
(Leminski)
Poesia linda, essa de Leminski. Mas pode ser tua também, comocei a ler como se fosse.
Quanto aos medrosos, ah, esses medrosos. Talvez tu tenha me enquadrado neles… Que desparate! hahaha
Te digo para ir mais devagar mas sei que o santo não é de barro.